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O Blog de Carla
Um blog onde apenas existe alegria...

10/01/2009 GMT 1

DOENÇA CELIACA

cm @ 01:23

A doença celíaca (também conhecida como enteropatia glúten-induzida) é uma patologia autoimune que afeta o intestino delgado de adultos e crianças geneticamente predispostos, precipitada pela ingestão de alimentos que contêm glutén. A doença causa atrofia das vilosidades da mucosa do intestino delgado, causando prejuízo na absorção dos nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.

Os sintomas podem incluir diarreia, dificuldades no desenvolvimento (em crianças) e fadiga, embora possam estar ausentes. Além disso, diversos sintomas associados em todos os sistemas do corpo humano já foram descritos.

A doença é muito comum, afetando aproximadamente 1% das populações que falam línguas Indo-europeias (povos que apenas compartilham traços culturais em comum, mas não biológicos - basta notar a diferença clara entre um indiano e um sueco por exemplo), embora seja significativamente não-diagnosticada, já que na maioria dos portadores ela causa sintomas mínimos ou ausentes. Ocorre mais comumente em mulheres, na proporção de 2:1 e é mais comum em parentes de primeiro grau de portadores.

Já foi também chamada de espru celíaco, espru não-tropical ou enteropatia glúten sensível, nomes que ainda aparecem em algumas referências sobre o assunto.

Sinais e sintomas

Os sintomas clássicos da doença celíaca incluem diarreia, perda de peso (ou falta de crescimento nas crianças) e fadiga, mas mesmo a doença celíaca sendo uma doença dos intestinos principalmente, os sintomas relacionados aos intestinos podem ser limitados ou até mesmo ausentes. Alguns pacientes são diagnosticados com sintomas relacionados à absorção diminuída de nutrientes ou com vários outros sintomas que, embora estatisticamente relacionados, não possuem clara relação com o mau funcionamento dos intestinos. Dada esta vasta gama de possíveis sintomas, a tríade clássica de sintomas não é mais uma obrigação para o diagnóstico.

As crianças entre os 9 e 24 meses tendem a apresentar sintomas intestinais e problemas de crescimento logo após a primeira exposição a produtos que contenham glúten. Crianças mais velhas podem ter mais problemas relacionados à má-absorção e problemas psicosociais, enquanto adultos geralmente têm problemas de má-absorção. Muitos adultos com a doença mais sutil possuem somente fadiga ou anemia.

Gastrointestinais:

A diarreia característica da doença celíaca é pálida, volumosa e mal-cheirosa. Podem também estar presentes dor abdominal e cãibra, distensão abdominal (devido à produção fermentativa de gases intestinais) e ulceras na boca. Assim que os intestinos se tornam mais lesados, uma grau de intolerancia á lactose pode se desenvolver. Entretanto, a variedade de sintomas gastrointestinais que podem estar presentes em pacientes com doença celíaca é grande, e alguns podem ter um hábito intestinal normal ou mesmo ter obestipação. Frequentemente os sintomas são atribuídos à síndroma do intestino irritável, somente sendo reconhecido posteriormente a doença celíaca. Uma pequena proporção dos pacientes com sintomas desta síndrome possuem a doença celíaca, logo um exame minucioso pode ser necessário.

A doença celíaca leva a um risco aumentado de adenocarcinoma e linfoma do intestino delgado, que pode diminuir aos padrões normais com a dieta adequada. A doença quando presente por muito tempo pode levar a outras complicações, como a jejunite ulcerativa (formação ulcerativa do intestino delgado) e um estreitamento como resultado das cicatrizações.

Relacionados à má-absorção

As mudanças no intestino o tornam menos capaz de absorver nutrientes, minerais e as vitaminas lipossolúveis A, D, E e K.

  • A dificuldade em absorver carboidratos e gorduras pode causar perda de peso (ou dificuldades de desenvolvimento nas crianças) e fadiga ou falta de energia.
  • Pode ser desenvolvida anemia de diversas formas: a má-absorção de ferro pode causar anemia ferropriva e a má-absorção de ácido fólico e vitamina B12 pode dar origem a uma anemia megaloblástica.
  • A má-absorção de cálcio e vitamina D (e o hiperparatireoidismo secundário compensatório) pode causar osteopenia (conteúdo mineral do osso diminuído) ou osteoperose (fraqueza óssea e risco de fraturas aumentado).
  • Uma pequena proporção (10%) possui coagulação anormal devido à deficiência de vitamina K, e podem estar propensos a desenvolver sangramentos anormais.
  • A doença celíaca também é associada a um supercrescimento bacteriano do intestino delgado, o que pode piorar a má-absorção ou causar má-absorção após tratamento.

 Fatores genéticos

A doença celíaca é causada pela ingestão do glúten em indivíduos genteticamente predispostos. Existem fortes evidências de que os alelos HLA-DQ2 ou HLA-DQ8 são os responsáveis a doença. No entanto existem outros genes, não pertencentes ao sistema HLA, que podem determinar a doença mas que poderiam agir, teoricamente, de forma aditiva ou multiplicativa em conjunto com HLA.

  

  

 Variados

A doença celíaca tem se relacionado com diversas condições. Em muitos casos não se sabe ainda se a doença celíaca é um fator que causa estas condições ou se elas compartilham uma predisposição comum.

  • Deficiência de IGA está presente em 2% dos pacientes com doença celíaca, e por sua vez esta condição apresenta risco dez vezes maior de doença celíaca. Outras características desta condição são um arisco aumentado de infecções e doença autoimune.
  • Dermatite herpetiforme; essa condição cutânea de coceira tem sido ligado à enzima transglutaminase na pele, apresentando mudanças no intestino delgado idênticas àquelas da doença celíaca e ocorrendo mais frequentemente (2%) em pacientes com doença celíaca.
  • Associações neurológicas: epilepsia, ataxia (problemas de coordenação), mielopatia e neuropatia periférica têm sido relacionados com a doença celíaca.
  • Dificuldades no crescimento e/ou puberdade atrasada no final da infância podem ocorrer sem os sintomas intestinais óbvios e má-nutrição. A avaliação do retardo no crescimento inclui uma análise mais minuciosa de doença celíaca.
  • aborto espontâtio e infertilidade.
  • Hipoesplenismo (um baço pequeno e pouco ativo) - não se sabe se isso realmente aumenta o risco de infecção em pacientes com a doença celíaca.
  • Outros distúrbios auto-imunes: diabetes mellitus tipo 1, tireoidite auto-imune, cirrose biliar primária e colite microscópica.

Diagnóstico

Diversos exames podem ser realizados para auxiliar o diagnóstico. O nível dos sintomas pode determinar quais testes devem ser realizados, mas todos exames perdem sua utilidade se o paciente já estiver com uma dieta livre de glúten. As lesões intestinais começam a curar poucas semanas após o glúten ser removido da dieta e os níveis de anticorpos diminuem ao longo dos meses. Para aqueles pacientes que já iniciaram por si próprios uma dieta livre de glúten, pode ser necessário realizar uma nova investigação ao se ingerir 10g de glúten (quatro fatias de pão) por dia 2 a 6 semanas antes de repetir os exames investigatórios. Os pacientes que apresentam sintomas severos (como diarréia) mais precocemente podem ser examinados antes do período de 2 a 6 semanas.

Exames de sangue

A serologia através de um exame de sangue é útil tanto no diagnóstico de doença celíaca (alta sensibilidade de cerca de 98%, ou seja, o exame não detecta 2 em cada 100 casos) quanto em sua exclusão (alta especificidade de mais de 95%, ou seja, um resultado positivo no exame é muito propenso a confirmar uma doença celíaca do que outra condição). Devido às maiores implicações do diagnóstico da doença celíaca, recomenda-se aos profissionais que após um resultado positivo no exame de sangue ainda seja realizada uma endoscopia complementar. Um resultado negativo no exame ainda pode fazer com que seja necessária uma biópsia, no caso da suspeita ser muito grande. A biópsia abrangeria os 2% restantes dos casos não-diagnosticados, assim como oferecer explicações alternativas para os sintomas. Dessa maneira, a endoscopia com biópsia ainda é considerada o padrão ouro no diagnóstico da doença celíaca.

Há exames sorológicos que auxiliam o diagnóstico,como o teste antiendomísio (IgA-EMA), que tem uma especificidade e sensibilidade próxima de 100%, e o teste ELISA que pode detectar a presença de anticorpos anti-transglutaminase (tTG), mas não são suficientes para diagnosticar a doença sozinhos. Nas pessoas com essa doença, a ingestão de glúten provoca danos à mucosa do intestino delgado, dificultando a digestão.

 Outros exames

Outros exames que podem ajudar no diagnóstico são exames de sangue para uma contagem sanguinia completa e medição dos níveis de eletrólitos, cálcio, funçao renal, enzimas do figado, vitamina B12 e ácido fólico. Os exames de coagulação podem ser úteis para identificar deficiência de vitamina K, o que torna os pacientes mais suscetíveis a sofrer hemorragias. Estes exames devem ser repetidos durante o acompanhamento da doença, assim como medição dos níveis de anticorpos anti-tTG titres.

Recomenda-se que os profissionais procurem em seus pacientes  osteoporose através da técnica DEXA.

Fisiopatologia

Acredita-se que a doença celíaca seja causada pela ativação da resposta imune celular (células-T) e humoral (células-B) em resposta à exposição ao glúten em pessoa geneticamente susceptível. Apesar de ser frequentemente chamada de alergia ao glúten, a doença celíaca não é causada por processo alérgico, mas autoimune. A lesão característica da doença celíaca é a atrofia da mucosa do intestino delgado, levando ao prejuízo na absorção dos nutrientes, vitaminas, sais minerais e água.

As mudanças patológicas clássicas do intestino delgado são categorizadas através da "classificação Marsh":

  • Estágio Marsh 0: mucosa normal
  • Estágio Marsh 1: número aumentado de linfócitos intra-epiteliais, geralmente mais de 20 a cada 100 enterócitos
  • Estágio Marsh 2: proliferação das criptas de Lieberkuhn
  • Estágio Marsh 3: atrofia completa ou parcial das vilosidades
  • Estágio Marsh 4: hipoplasia da arquitetura do intestino delgado.

As mudanças geralmente melhoram ou são revertidas após o glutén ser removido da dieta, devendo ser realizada diversas biópsias meses (4 a 6) após o início da exclusão do glúten.

Tratamento

 Dieta

Atualmente, o único tratamento efetivo é uma dieta estritamente sem glúten, por toda a vida. Noventa por cento dos pacientes que são tratados com a dieta livre de glúten apresentam melhora dos sintomas em 2 semanas. Não existem medicamentos que previnam os danos, nem que previnam o corpo de atacar os intestinos quando o glúten estiver presente. A aderência estrita à dieta permite que os intestinos se curem, com a regressão completa da lesão intestinal e resolução de todos os sintomas na maior parte dos casos. Dependendo de quão cedo a dieta começar, ela também pode eliminar o risco aumentado de osteoporose e de cancro intestinal. O acompanhamento de um nutricionista é geralmente requisitado para garantir que o paciente esteja consciente de quais comidas possuem glúten, quais comidas são seguras e como ter uma dieta balanceada apesar das suas limitações. Em muitos países estão disponíveis produtos livres de glúten sob prescrição médica e podem ser reembolsados pelos planos de saúde. Cada vez mais fabricantes estão produzindo produtos livres de glúten, alguns dos quais possuem sabor e aparência quase indistinguíveis de seus originais.

A dieta pode ser incômoda. Enquanto as crianças pequenas podem obedecer a seus pais, os adolescentes podem desejar esconder seu problema ou se rebelar contra as restrições da dieta, podendo ter uma recaída. Muitos produtos contêm traços de glúten mesmo que sejam aparentemente livres de trigo. Os produtos livres de glúten são geralmente mais caros e difíceis de encontrar do que os alimentos que contêm trigo.

Condições Associadas

A doença celíaca pode estar associada a outras condições:

  • cancro - há maior risco de linfoma nao-hodgkin, adenocarcinoma do intestino delgado e carcinoma de células escamosas esofágico ou orofaríngeo
  • osteoporose
  • redução na fertilidade
  • outras doenças autoimunes - especialmente diabetes tipo 1, hepatite autoimune, tireoidopatia e sindrome de Sjogren
  • dermatite herpetiforme
  • linfoma MALT

História

A doença celíaca é conhecida desde o Século XI, mas foi só em 1888 que Samuel Gee, um pesquisador inglês, a descreveu em detalhes e achou que as farinhas poderiam ser as causadoras da moléstia. Em 1950, Dicke, um pediatra holandês, observou que durante a guerra, quando o pão esteve escasso na Europa, diminuíram os casos de doença celíaca. Três anos depois ele conseguiu comprovar sua teoria, deixando claro o papel do glúten (contido no trigo, cevada, aveia e centeio) na provocação da doença.

 O QUE È O GLUTÈN???

É uma proteína presente no TRIGO, na AVEIA, na CEVADA (no subproduto
da cevada, que é o MALTE) e no CENTEIO (T.A.C.C.) e em todos os
alimentos e produtos preparados com esses cereais.

O Glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos.

A fração tóxica do Glúten encontrada no TRIGO é chamada de Gliadina.

O Glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado prejudicando
a absorção dos nutrientes dos alimentos.


 

INFELIZMENTE SOFRO DESTA DOENÇA...

PARA VIVER SAUDÀVEL COMO UMA PESSOA NORMAL, TENHO QUE FAZER UMA DIETA RIGOROSA LIVRE DE GLUTEN PARA TODA A MINHA VIDA.

o problema é que pão, bolachas, farinha, massa alimentar, etc etc etc,  sem gluten, é muito caro e escasso.

portanto, a alimentação de um celiaco fica bastante cara...

13/11/2008 GMT 1

trailer Into The Wild

cm @ 01:37

A história de Chris Maccandless

cm @ 01:21

A história de Christopher J. McCandless, uma história triste e verdadeira!

Christopher era um rapaz que vivia farto da civilização em que vivia, das mentalidades das pessoas pois estas davam mais valor a bens materias do que propriamente sentimentais... foi assim que resolveu fugir de casa, dar todo o seu dinheiro a uma instituição e ir viver para a natureza, viver do que a natureza lhe podia dar. viveu 2 anos e alguns meses a viajar sozinho e a caminhar na selva e nas montanhas...

infelizmente depois de decidir voltar para casa, e do arrependimento, acabou por morrer por ter comido uma planta venenosa. Jon Krakauer escreveu um livro sobre a sua vida, Into the Wild, publicado em 1996,  que foi adaptado em filme, em 2007, dirigido por Sean Penn, Into the Wild, com Emile Hirsch como Christopher McCandless.

infelizmente não tive ainda oportunidade de ler o livro, mas vi o filme, e foi de facto muito emocionante. Uma história bonita mas com um final triste.

Esta é a história de  Christopher Maccandless:

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Biografia

McCandless cresceu em Annandale, Virginia. O seu pai, Walt McCandless, trabalhou para a NASA como um especialista em antenas. A sua mãe, Wilhelmina "Billie" Johnson, foi secretária do pai de Chris e depois ajudou Walt a fundar e dirigir uma bem sucedida empresa de consultoria.

Desde a infância os seus professores notaram que Chris era extraordinariamente enérgico. Conforme cresceu, ele uniu isso a um intenso idealismo e resistência física. Na escola, ele foi o capitão da equipe de cross-country onde ele estimulava os seus companheiros a considerarem a corrida como um exercício espiritual, no qual eles estavam "a correr contra as forças da escuridão... todo o mal do mundo, todo o ódio."

Ele graduou-se no W.T Woodson High School em 1986 e na Emory University em 1990, especializando-se em história e antropologia, sendo um dos melhores alunos da faculdade. O fato de vir da classe média alta e ter sucesso acadêmico escondeu um crescente desprezo para o que ele via como o materialismo vazio da sociedade americana. Os trabalhos de Jack London, Leo Tolstoy e Henry David Thoreau tiveram uma grande influência sobre McCandless, e ele sonhava em deixar a sociedade para um período thoreauniano de contemplação solitária.

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Logo após acabar o curso na Universidade de Atlanta, em 1990, Christopher McCandless doou os seus 24 mil dólares que tinha no saldo bancário a instituições de caridade e desapareceu sem avisar a família. Já não era a primeira vez que Chris decidia fazer uma viagem pelos vários estados americanos, sozinho, dependendo da natureza e do que encontrava no caminho. Mas daquela vez foi diferente. A sua raiva quanto à civilização em que vivia, quanto às mentalidades e materialismos da época, foi fundamental para a sua tomada de decisão. A partir daquele dia, nunca mais regressou a casa.

 img_3049.JPG

Devido a um problema com o seu velho carro Datsun amarelo, Chris foi impelido a abandoná-lo junto ao lago Meade, em Detrital Wash, mas isso não o impediu de continuar. Encarou a situação como um sinal do destino e, abandonando junto ao carro grande parte dos seus pertences e queimando todo o dinheiro que trazia consigo – cerca de cento e vinte e três dólares.

Chris McCandless partiu a pé em direcção ao Oeste, adoptando um novo estilo de vida, no qual era livre e assumia o nome de Alexander Supertramp, seguindo as ideais de Henry David Thoreau, Leon Tolstói e Jack London, em busca de experiências novas e enriquecedoras.

Foi à boleia que chegou a Fairbanks, no Alasca, fazendo amigos e conhecendo lugares magníficos pelo caminho. Entre as suas aventuras destacam-se uma descida do rio Colorado em canoa. Walt e Billie McCandless, pais de Chris, ainda tentaram encontrá-lo, mas em vão. Apenas a sua irmã Carine recebia uma carta de vez em quando, e mesmo ela não sabia a sua localização. Os anos foram passando, e Chris continuava sozinho, algures na América, passando por Carthage, Bullhead City, Las Vegas, Orick, Salton City, entre outros, até chegar finalmente ao destino pretendido: o Stampede Trail.

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Conheceu Jan e Bob Burres, Wayne Westerberg, Ronald Franz (nome fictício), que se tornaram seus amigos inseparáveis a quem se ia correspondendo por cartas; permaneceu em alguns sítios durante meses, mas partia de seguida para outras aventuras.

Por onde passou, Chris, alterou as vidas das pessoas que o conheceram. A sua personalidade forte, muito inteligente e simpática deu uma nova vitalidade a Jan, Franz e Westerberg. Raramente falava de Annandale e de casa, e eram muitas as vezes em que era misterioso e ponderado. Mas o rapaz de vinte e quatro anos, que todos conheceram como Alex, cumpriu o seu destino e partiu de Fairbanks em direcção ao Monte McKinley, dois anos depois de ter iniciado a sua viagem.

Gallien deu boleia a Chris até ao Parque Nacional Denali, através do Stampede Trail, um caminho que levava ao interior do Alasca. Também ele simpatizou com o rapaz, que gentilmente lhe contou os planos de permanecer alguns meses na floresta. A única comida que levava era um saco com cinco quilos de arroz, e o seu equipamento era inadequado para quem planeava fazer o que ele a que se propunha.

Ainda assim, o rapaz parecia determinado, e nada o podia dissuadir. Partiu assim para o desconhecido, ignorando a hora e o dia, numa quinta-feira de Abril, sem deixar rasto.

Através de um diário que manteve na contracapa de vários livros, com cento e treze entradas, podemos compreender o que realmente aconteceu a Chris McCandless na sua viagem ao interior do Alasca. O seu diário contém registos cobrindo um total de 113 dias diferentes. Esses registos cobrem do eufórico até ao horrível, de acordo com a mudança de sorte de McCandless.

Alimentou-se do que trazia e de algumas bagas que colheu na natureza, tal como de alguns animais que caçou, com sucesso.

Leu vários livros, rabiscando-os com pensamentos próprios sobre a vida.

Passeou por diversos bosques, mas o local onde permaneceu mais tempo foi logo abaixo da Cordilheira Externa, onde ainda hoje se encontra um autocarro abandonado, de número 142 do Fairbanks Transit System, que serviu de residência a Chris, onde pernoitou e escrevinhou algumas frases no seu interior, nos meses que se encontrou na floresta como:

“(…) SEM JAMAIS TER DE VOLTAR A SER ENVENENADO PELA CIVILIZAÇÃO, FOGE E CAMINHA SOZINHO PELA TERRA PARA SE PERDER NA FLORESTA”.

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Permaneceu cerca de quatro meses nas montanhas, sobrevivendo à custa do que encontrava, totalmente sozinho, livre. Em 6 de setembro de 1992, dois trilheiros e um grupo de caçadores de alce acharam esta mensagem na porta do autocarro:

"S.O.S. Preciso de ajuda. Estou aleijado, quase morto e fraco demais para sair daqui. Estou totalmente só, não estou a brincar. Por amor de Deus, por favor, continuem a tentar salvar-me. Estou lá fora a apanhar frutas nas proximidades e devo voltar esta noite. Obrigado, Chris McCandless."

O seu corpo foi encontrado em decomposição em Agosto de 1992, embrulhado num saco-cama no interior do autocarro, já morto há cerca de duas semanas. Uns dizem que morreu à fome, outros dizem que não devia ter animais para caçar naquela altura e como tinha muita fome foi á procura de vegetação que pudesse comer... E que foi envenenado despropositadamente por algumas bagas que ingeriu.

Jon Krakauer acredita que McCandless morreu por ingerir sementes de batata selvagem (Hedysarum alpinum), que McCandless mencionou nos seus registos, sendo os efeitos desta devastos para o organismo humano. Essa espécie de batata não é considerada venenosa — a sua raiz é comestível, mas há evidência de que as suas sementes contêm um alcalóide que interfere no metabolismo da glicose pelo organismo.

Entretanto, Dr. Thomas Clausen da Universidade do Fairbanks no Alasca conduziu testes extensivos nas sementes encontradas no acampamento de McCandless e constatou que não continham toxinas ou alcalóides.

(Note que esta é a teoria que Krakauer apresenta no seu livro sobre McCandless, e difere da teoria anterior que ele relatou no seu artigo da revista Outside, envolvendo outra planta, Hedysarum boreale mackenzii, uma ervilha de cheiro semelhate à batata selvagem e conhecida por ser venenosa.)

Na edição mais recente do seu livro, Krakauer modificou subtilmente a sua teoria com respeito à causa de morte de McCandless. Ele acredita que as sementes da batata selvagem encontravam-se com mofo e foi este o agente que contribuiu para sua toxicidade.

Mas Chris McCandless morreu feliz, ele próprio o disse numa entrada no diário, apercebendo-se do seu fraco estado de saúde:

“Tive uma vida feliz, e agradeço ao Senhor. Adeus e que Deus vos abençoe a todos”.

Quando foi descoberto no Alasca, sem vida, a tarefa de escrever um artigo sobre o viajante, na altura desconhecido, foi incumbida a Jon Krakauer, jornalista da revista Outside. A história de McCandless tocou-o profundamente, e o facto de a sua própria vida se assemelhar à do rapaz, levou-o a investigar a fundo, obsessivamente toda a sua jornada desde Anandale até ao Alasca:

- "Quando era adolescente, eu era teimoso, introvertido, sempre imprudente, de humor variável. Desapontei o meu pai das formas que são habituais. Tal como McCandless, as caracteristicas de autoridade provocavam em mim uma combinação confusa de fúria contida e ânsia de agradar. Se qualquer coisa despertava a minha imaginação indisciplinada, perseguia-a com um zelo que atingia a obsessão e, desde os dezassete anos até quase aos trinta essa coisa era a escalada."

- Tudo o que descobriu, depois de falar com diversas pessoas, e visitar vários locais por onde o viajante Alex passou, foi agrupado num livro ao qual deu o nome de “Into The Wild – O Lado Selvagem”.

O livro, bestseller desde que foi lançado, em 1996, deu origem a um filme, com o mesmo nome, realizado por Sean Penn.


Na natureza selvagem (Into the wild) , filme baseado na vida de Christopher McCandless.

O livro de Krakauer fez de McCandless uma figura heróica para muitos. Em 2002, o autocarro abandonado em Stampede Trail onde McCandless acampou tornou-se um ponto turístico de aventura. O filme de Sean Penn Into the Wild, baseado no livro de Jon Krakauer, lançado em setembro de 2007 foi bem recebido pela crítica, incluindo quatro estrelas de diversos grandes críticos como Roger Ebert. Um filme documentário sobre a viagem de McCandless feito pelo produtor de filmes independente Ron Lamothe, The Call of the Wild, também foi lançado em 2007. A história de McCandless também inspirou um episódio da série de TV Millenium e canções populares do cantor Ellis Paul, Eddie From Ohio,Harrod e Funck, assim como Eddie Vedder dos Pearl Jam que se disponibilizou para fazer toda a banda sonora do filme de Sean Penn.

Diferente de Krakauer, assim como Sean Penn, e muitos leitores de seu livro, que possuem uma visão simpática de McCandless, alguns alasquianos possuem uma opinão negativa tanto de McCandless como daqueles que romantizam a sua morte. McCandless estava inconsciente de que vagões operados manualmente cruzavam o rio a 400 metros do Stampede Trail, enquanto um abrigo nas redondezas estava abastecido com alimentos de emergência, como descrito no livro de Krakauer. O guarda-florestal do Parque Alasquiano Peter Christian escreveu:

"Eu estou exposto continuamente ao que chamo de 'fenômeno McCandless'. Pessoas, quase sempre homens jovens, vêm ao Alasca para se desafiarem contra um implacável cenário selvagem onde oportunidade de acesso e possibilidade de resgate são praticamente inexistentes... quando você considera McCandless da minha perspectiva, você apercebe-se que o que ele fez não foi particularmente corajoso, apenas estúpido, trágico e inconsciente. Primeiro de tudo, ele gastou muito pouco tempo a aprender como realmente se vive na selva. Ele chegou em Stampede Trail sem um mapa da região. Se ele tivesse um bom mapa ele poderia ter saído daquela situação difícil... Basicamente, Chris McCandless cometeu suicídio".

Muitos o acusam de egoísmo e superficialidade, considerando a sua atitude de abandonar tudo, sem falar com a família, e partir para o desconhecido, como uma forma de satisfação pessoal e ostentação, e até mesmo de suicídio.

Judith Kleinfeld escreveu no Notícias Diárias do Ancoradouro que:

"muitos alasquenses reagiram com raiva a essa estupidez apelidada por muitos de "aventura". Tem-se que ser um completo idiota, para morrer de fome no verão a 30 km de distância da estrada do parque, disseram eles."

No entanto, Roman destaca o quão é dificil para qualquer pessoa aventurar-se e fazer o que McCandless fez:

"Claro, ele fez porcaria. Mas admiro o que estava a tentar fazer. Depender completamente da terra como ele fez, mês após mês, é extremamente difícil. Nunca o fiz. E aposto com vocês que muitas poucas, ou mesmo nenhumas das pessoas que chamaram incompetente a McCandless, também não o fizeram, pelo menos não por mais de uma semana ou duas. Viver no interior da floresta por um longo período, subsistindo apenas com o que se consegue caçar e apanhar - a maioria das pessoas não sabe o quanto isso é dificil. E McCandless quase o conseguiu. - Acho que não consigo deixar de me identificar com o tipo - confessa Roman - Detesto admiti-lo, mas ainda não há muitos anos seria fácil ter sido eu a estar metido neste tipo de dificuldades. Qando comecei a vir para o Alasca, provavelmente era muito parecido com McCandless: inexperiente como ele, orgulhoso como ele. E tenho a certeza de que há muitos outros habitantes do Alasca que tinham muito em comum com McCandless quando chegaram cá, incluindo muitos dos seus críticos. E talvez seja por isso que são tão severos com ele. Talvez McCandless lhes recorde demasiado como eram."

Outros, como Krakauer, admiram a sua coragem inabalável de viver melhor, com simplicidade, tirando partido das pequenas coisas da vida, vivendo aventuras e experiências que mais tarde poderia contar aos seus netos; sendo livre e feliz. Os dois anos que viveu servem ainda hoje de exemplo para milhares de jovens que decidem mudar não só o seu futuro, mas o seu presente, tal como outros serviram de inspiração à viagem do próprio Chris McCandless.

A acrescentar ao fascínio irrealista pelo lado selvagem da América Chris McCandless idolatrava o eremitismo de Thoreau e mimetizou as paisagens ficcionadas de Jack London. Todavia, foi já tarde quando percebeu que entre a ficção e a realidade por vezes o fosso é abissal. Essa foi a dolorosa experiência de Chris McCandless que muitos perspectivam como própria de um maníaco misantropo desprovido de qualquer responsabilidade. Mas, por outro lado, o radicalismo de Chris McCandless é um acto de liberdade numa sociedade que diluiu o indivíduo à escala de um mero contribuinte ou de um número de segurança social de massas.

O livro de Krakauer pode pois repousar na estante ao lado da “Geração X” de Douglas Coupland que, seguramente, compreendeu o êxodo de Chris McCandless em busca da última fronteira Americana. Para lá dessa fronteira fica-nos o livro como alegoria contra o conformismo que consome a nossa própria natureza.

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Christopher J. McCandless (12 de fevereiro de 1968 - agosto de 1992)

11/10/2008 GMT 1

OLÀ PESSOAAAAAAL...............

cm @ 20:56

filhote-de-panda_11.jpg

 

Abraço a todos!

18/07/2008 GMT 1

Mistérios Do Planeta Vermelho

cm @ 23:20

fotomarte.jpg

Marte:

Marte envolve muitos mistérios, não me refiro a antigos filmes marcianos verdes com antenas na cabeça..
A televisão adora ridicularizar as coisas para lhes tirar credibilidade.
existe ainda muita coisa por descobrir sobre este planeta, se assim nao fosse, a Nasa não agendava tantas missões ao planeta.
a Lua está mais perto, e em relação aos outros planetas, têm mais investimento com Marte.
George W Bush já fala de planos para 2020 como construir bases em Marte, etc.
A ESA (agência Espacial Europeia) e a Nasa já anunciaram a descoberta de água em Marte.
gelo_em_marte.jpg
figura: (gelo)
Mas uma das coisas que pode levar á conclusão de que em Marte já houve vida e habitantes é a
polémica zona de Cydonia (em Português, Cidónia)
Um antigo astrónomo italiano baptizou essa região de Marte comparando-a a uma cidade grega.
s_cydgeom3.jpg
cydonia-golden-mean.jpg
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figuras: (Cydonia)
Em Cydonia encontra-se a "FACE" ou a cara marciana, encontrada e fotografada pela sonda Vicking em 1976.
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A Nasa dissera que o rosto na verdade era uma zona montanhosa e que as sombras provocavam essa ilusão de óptica.
No entanto alguns estudiosos analizaram a "face" em vários ângulos e sombras, para contradizer essa declaração da Nasa.
E de facto mesmo sob diferentes ângulos a Face continua sendo uma Face!
 faces_mars.jpg
 figura: (face)
Em Cydonia também foram encontradas pirâmides, muita coincidência (ou nao) no Egipto também há pirâmides (como as de Gizé) e um rosto (na esfinge), e em certos murais há gravuras de ETs aos quais os Egipcios chamavam filhos-das-estrelas, uma raça da qual eles parece terem herdado muitos conhecimentos...
cydonia_piramides.jpg
figura: (pirâmides de Marte)
Outras fotos impressionantes como:
Monólito gigantesco fotografado
pela sonda Phobos 2 :
monolito_phobos.jpg
Parecem estruturas artificiais na região
de Hydroate Chaos,
lembrando conjunto de casas:
hydroate.jpg
Sim parece ser um Marciano...
se for, não está vivo pois não há vida no planeta Marte,
o mais certo é estar carbonizado:
a21f7d08f8da4266b2cdabd810d476e1.jpg
homem-verde-vida-marte.jpg
Tudo indica que em Marte havia Mares e Rios:
existem imagens em que se parece com o gran canyon no nosso planeta que também já foi coberto de água..
marte_-_gorgonum2_c50.jpg
chamam-lhe de inca city
sim parece ser realmente uma cidade ou o que resta dela
não há duvidas em como houve vida neste planeta!
marsincacity9.jpg
marte16_03_small.jpg
costumam acomparar Inca City com Machu Picchu dizendo que têm muito em comum incluindo os seus mistérios...
 machu-picchu-listo.jpgcityruinsmars7.jpg
Bom, tenho quase a certeza de que existiu vida em Marte! Existiu, nao existe mais!
e acho que não é apenas uma coincidência e pirâmides iguais ás nossas e cara...
se calhar algum marcianito sobreviveu e veio para o nosso planeta, para o egipto e ensinou as suas culturas, pois no egipto há muita coisa em comum em relação a Marte!
não sei... sei apenas que não é a morte que é um mistério e sim a vida!
nascemos, vivemos e acabamos por morrer sem saber nada...

03/07/2008 GMT 1

onde está o Matt?

cm @ 22:36

poder dizer que já conheceu o mundo todo...
Boa Matt! vive a vida..

04/06/2008 GMT 1

José Socrates

cm @ 17:23

18/04/2008 GMT 1

Enya

cm @ 03:03

Vanessa Mae

cm @ 03:02

19/01/2008 GMT 1

Viver no Espaço

cm @ 22:26

Digam lá... viver no espaço é um espetaculo!
e de uma certa forma tenho inveja deles, estarem ali, a viver aqueles momentos da melhor forma, poderem apreciar a beleza do nosso planeta lá de cima! acho que é o sonho de toda a gente! deve ser uma sensação MARAVILHOSA estar lá em cima, tenho a certeza que sim...

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